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Arquivo mensal: dezembro 2011

Uma humilde visão de Kernel,syscalls e módulos.

Não sou conhecedor de tudo que o sistema Linux tem , mesmo por que
uso a pouco tempo , mas vou tentar explanar alguns conceitos básicos,
dos quais me deparei no decorrer dos anos.

Kernel do Linux é um programa bem complexo escrito na linguagem “ansi C“,
com algumas partes específicas de cada arquitetura de computador utilizando
assembly“, sua missão é fazer o elo entre software e hardware. Quem já compilou
o kernel já teve o privilégio de ver uma tela com “ncurses” com uma das opções
“loadable Module”, se você ativar, poderá ativar e desativar drivers e funções,
maioria dos sistemas linux já vem com esta opção ativada , Estes módulos são
partes do “kernel” que possibilitam serem incorporados e removidos,sem a
reinicialização do sistema.

caso queira ver o código do kernel do linux
baixe o AQUI

Syscalls é um ponto de entrada para o kernel Linux, são chamadas indiretas
a maioria das chamadas de sistema têm correspondentes funções da biblioteca
C , um wrapper que executar os passos necessários (por exemplo, prendendo ao modo
kernel). Assim fazendo uma chamada de sistema é o mesmo que chamar uma função
de biblioteca normal.

tabkernel

antes de partir para o rock n roll, vamos entender o básico de inline ASM
__asm__("" : saida : entrada : modificador);

exemplo adição simples com “ADD”

#include <stdio.h>
#include <unistd.h>
 
int main()
{
  int data1 = 8,data2 = 3;
 
  __asm__("addl  %%ebx,%%eax":"=a"(data1):"a"(data1), "b"(data2));
  fprintf(stdout, "data1 + data2 = %d\n", data1);
 
  return 0;
}

Vamos analisar como um código em linguagem C ,interrupção para um syscall
no caso o write() , veja a tabela aqui

 int write(int fd,const char * buf,unsigned int count)
    {
        long __res;
        asm("int $0x80"
            : "=a" (__res)
            : "0" (__NR_write), "b" ((long)fd),
              "c" ((long)buf), "d" ((long)count));
        if ((unsigned long)__res >= (unsigned long)-129) {
            errno = -__res;
            __res = -1;
        }
        return (int) __res;
    }

de onde veio o “__NR_write” ?

$cat unistd_32.h | grep write
#define __NR_write 4

algo equivalente a

  write:
         pushl %ebx              ; adiciona ebx na pilha
         movl 8(%esp), %ebx      ; adiciona primeiro argumento em ebx
         movl 12(%esp), %ecx     ; adiciona segundo argumento ecx
         movl 16(%esp), %edx     ; adiciona terceiro argumento edx
         movl $4, %eax           ; adiciona _ _NR_write em eax
         int  $0x80              ; interrupção para syscall
         cmpl $-125, %eax        ; checa o retorno 
         jbe .PULA               ; se nenhum erro JUMP para PULA
         negl %eax               ; complementa valor em eax
         movl %eax, errno        ; adiciona resultado em errno
         movl $-1, %eax          ; seta eax para -1
  .PULA: popl %ebx               ; tira ebx da pilha
         ret                     ; returna chamando programa

Em caso de erro, a maioria das chamadas do sistema retornam um número
negativo erro (ou seja, o valor negado de uma das constantes descritas
na errno (3)). O wrapper da biblioteca C esconde esse detalhe do chamador,
quando uma chamada de sistema retorna um valor negativo, o wrapper
copia o valor absoluto na variável errno, e retorna -1 como o valor de
retorno do wrapper.

O valor retornado por uma chamada de sistema bem sucedida, varia da chamada,
mais detalhes estão descritos no manual de páginas individuais. GNU C Library (glibc)
fornece a interface de syscall que se conecta ao kernel e fornece o mecanismo
para transição entre o aplicativo de espaço de usuário e o kernel.

mais informações
$ man syscall
$ man libc

Voltando para módulos de kernel

Qual é a vantagem de trabalhar com módulos do kernel ?

Bom você não precisa reiniciar seu sistema operacional toda vez que quiser
testar um driver, fora a transparência em que o linux faz isso, ajuda na
otimização do mesmo.
Vamos na prática

Arquivo que contém o módulo é um “arquivo objeto”, bem como um programa
gerado com GCC para depois compilar,utilizando oa argumento “-c”(compile only),
eles contêm símbolos para ajudar o kernel no percurso de carregamento de registro,
em suma passam pelo filesystem onde esta como “arquivo objeto” para memória RAM na
parte destinada de programas sendo carregados por um syscall, no endereço correto
reservada ao kernel.

vamos fazer nosso primeiro módulo

Makefile:

KDIR := /lib/modules/$(shell uname -r)/build

# Objeto
obj-m = macacos.o

# Regra default do Makefile
default:
        $(MAKE) -C $(KDIR) M=$(PWD) modules
        @rm -rf *.mod* Module.symvers *.o *~ *.markers *.order

# Limpando objetos e afins
clean:
        @rm -rf *~ *.o *.ko

arquivo macacos.c

#include <linux/module.h>

int init_module(void)
{
 printk("macacos me mordam \n");
 return 0;
}

void cleanup_module(void)
{
 printk("saindo\n");
}

MODULE_AUTHOR("Cooler_ ");
MODULE_DESCRIPTION("Just another test");
MODULE_LICENSE("BSD");

Passamos alguns comandos para compilar e instalar nosso módulo
e um comando para conferir se o módulo foi inserido…

$ make; insmod macacos.ko; dmesg | grep macacos
[17205.255807] macacos me mordam

Para remover o módulo
$ rmmod macacos

Olhe que interessante analisando o arquivo “.ko” com comando “strings”
$ strings macacos.ko
macacos me mordam
saindo
srcversion=F9191437D66715B7ADCB1E5
depends=
vermagic=3.0.0-14-generic SMP mod_unload modversions 686
module_layout
Pprintk
mcount
macacos

Bom o “insmod” usamos para instalar módulos e o “rmmod” para remover
como foi mostrado no exemplo, além deles temos o “lsmod” para listar módulos
exemplo

$ lsmod | grep snd
snd_hda_codec_hdmi     31426  1 
snd_hda_codec_realtek   254125  1 
snd_hda_intel          24262  6 
   |                      |    \_referências de outros módulos...
   |_ Nome Modulo         |_memória usada pelo módulo

modinfo” para se obter informações do módulo
$ modinfo snd_pcm
filename: /lib/modules/3.0.0-14-generic/kernel/sound/core/snd-pcm.ko
license: GPL
description: Midlevel PCM code for ALSA.
author: Jaroslav Kysela , Abramo Bagnara
srcversion: B1C966040673ADEA6AD0FAA
depends: snd,snd-page-alloc,snd-timer
vermagic: 3.0.0-14-generic SMP mod_unload modversions 686
parm: preallocate_dma:Preallocate DMA memory when the PCM devices are initialized. (int)
parm: maximum_substreams:Maximum substreams with preallocated DMA memory. (int)

Isso foi uma breve introdução…

 
1 comentário

Publicado por em dezembro 27, 2011 em Linguagem C, Linux

 

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Detector de batimentos cardíacos

Iai meus Leitores prediletos do meu blog falido 😛

Bom neste Post, vou falar sobre detector de mentira
algo simples em conjunto com um “heartbeat” , ideia do detector
de mentira não é só pegar batidas do coração mais pegar dados
de suor,movimentos da perna entre outras coisas significantes,
como nosso post vai ser informal não espere aqui um guia
definitivo de polígrafo.

moe

Nossa missão aqui é fazer um HeartBeat com um outro sistema
para pegar dados e fazer o Plot bem simples algo bem tabajara,
Plot é para a pessoa que vai julgar se é verdade ou mentira poder
ter algo visual, poderia ter usado um LED RGB para
ter seu valor atribuído de a cordo com valor do heartbeat, eu gravei
um vídeo para mostrar um ponto empírico. Agradeço ajuda do “Eremitah
por dar a dica do buzzer fez eu economizar uns 4 dollares com sensores
de tremor, buzzer você acha em qualquer lugar custa de 15centavos a
2 reais no máximo.

Foi usado apenas um buzzer , seria interessante usar mais de um, talvez
usar uma rede neural para pegar as batidas certas de forma descartar os erros e a ajudar no julgamento
de resultados de 4 sensores ou mais ,bem como sensor de umidade e movimento etc, talvez aumentar o delay de
5 segundos. fica a seu critério…

vamos a diversão,código do arduino

/*
author:Antonio Costa (Cooler_)
e-mail:c00f3r[at]gmail[dot]com

 Simple HeartBeat Detector with Arduino

 needs:
  1 resistor 1M ohms
  1 Buzzer
  1 Led +1 resistor 1k
  y finger on buzzer and run...

*/

#include <Time.h>  

// cada X segundos pega Y batidas
#define SEG 5

 int count=0;
 int ledPin = 6;
 int piezoPin = 5;
 int sensorValue = 0; 

void setup() {
 Serial.begin(9600);
 pinMode(ledPin, OUTPUT);
 pinMode(piezoPin, INPUT);
}

void loop()
{
 sensorValue = analogRead(piezoPin);
 if(sensorValue)
 {
  count+=sensorValue;
// light LED by knock
  digitalWrite(ledPin, HIGH);
  delay(25);
  digitalWrite(ledPin, LOW);
 }

 if( (!(second()%SEG)) && (count>20) )
 {
//  Serial.print("second:");
//  Serial.println(second());
//  Serial.print("HeartBeats:");
  Serial.println(count);
  count=0;
  delay(50);
 }
}

Agora código que vai ficar no nosso PC

/*
contato: c00f3r@gmail.com
autor: Antonio Costa aka Cooler_
coolerlab.wordpress.com

Simple Heartbeat detector with arduino

 */
#include <stdio.h>
#include <stdlib.h>
#include <string.h>
#include <unistd.h>
#include <termios.h>
#include <fcntl.h>
#include <time.h>

// sempre concatene com 'B' a  taxa de transmissão ,"9600" padrão do AVR
#define BAUDRATE B9600

// macros debug
#define BUGVIEW 1

#define DEBUG(x, s...) do { \
 if (!BUGVIEW) { break; } \
 time_t t = time(NULL); \
 char *d = ctime(&t); \
 fprintf(stderr, "%.*s %s[%d] %s(): ", \
 (int)strlen(d) - 1, d, __FILE__, \
 __LINE__, __FUNCTION__); \
 fprintf(stderr, x, ## s); \
} while (0);

// vai pegar os dados a cada 5 segundos
#define SECOND 5

int serialboot(const char* serialport, int baud);
int serialread( int fd, char* buf, char until, int max );
int WriteFile(char *file,char *str);

void banner()
{
 printf("\nFollow patern: ./heartbeat <SerialPort> <times 2 get>\n"
  "Just Another geek thing to get HeartBeat and plot!!!\n"
  "Coded By Cooler_\n"
  "coolerlab.wordpress.com\n"
  "\n");
}

int main(int argc, char *argv[])
{
 int baudrate = BAUDRATE,fd=0,counter=0,times=0;
 char *buf=malloc(sizeof(char)*16);
 char *serialport=malloc(sizeof(char)*512);

// apagamos o último log
 unlink("logbeat.txt");

  if(argc<2)
  {
   banner();
   exit(EXIT_SUCCESS);
  }

  printf("Serial:%s\n",argv[1]);

  strncpy(serialport,argv[1],sizeof(char)*511);
  fd=serialboot(serialport, baudrate);

   if(fd<=0)
   {
    DEBUG("veja se o dispositivo esta conectado!!");
    DEBUG("%d\n",fd);
    exit(EXIT_SUCCESS);
   }

//número de dados que seram pegos a cada 5 segundos
  if(strnlen(argv[2],3)<2)
  {
   times=atoi(argv[2]);
  } else {
   puts("error at argument time");
   exit(EXIT_SUCCESS);
  }

  while(1)
  {
   serialread(fd, buf, '\n',15);

   if(strncmp(buf," ",15)>0)
   {
    fprintf(stdout,"%s",buf);
    sleep(SECOND);
    WriteFile("logbeat.txt",buf);
    times--;
   }
// se terminar número de vezes então pula
   if(!times)
    break;
  }

// nosso amigão gnuplot nos ajudando 🙂
 FILE *pipe = popen("gnuplot -persist","w");
  fprintf(pipe, "set grid'\n");
  fprintf(pipe, "set style data lines\n");
  fprintf(pipe, "set terminal png\n");
  fprintf(pipe, "set output 'heartbeat.png'\n");
  fprintf(pipe, "plot \"logbeat.txt\"\n");
 pclose(pipe);

// fechando a banca xD
 puts("end HeartBeat, look image heartbeat.png");
 close(fd);
 free(buf);
 free(serialport);

 exit(EXIT_SUCCESS);
} 

int serialread(int fd, char* buf, char until,int max)
{
char b[1];
int i = 0;
do {
int n = read( fd, b, 1 );
if( n==-1 )
return -1;
if( !n )
{
usleep(16000);
continue;
}
buf[i] = b[0];
i++;
} while ( b[0]!=until && max != i );
buf[i] = 0;
return 0;
}

int serialboot(const char* serialport, int baud)
{
 struct termios toptions;
 int fd;

    fd = open(serialport, O_RDWR | O_NOCTTY | O_NDELAY);

    if(fd == -1)
    {
     DEBUG("serialboot: não foi possivel abrir a porta ");
     return -1;
    }

    if(tcgetattr(fd, &toptions) < 0)
    {
     DEBUG("serialboot: nao foi possivel pegar atributos do terminal");
     return -1;
    }
    speed_t brate = baud;
    cfsetispeed(&toptions, brate);
    cfsetospeed(&toptions, brate);
   // para default recv com termios.h
    // 8N1
    toptions.c_cflag &= ~PARENB;
    toptions.c_cflag &= ~CSTOPB;
    toptions.c_cflag &= ~CSIZE;
    toptions.c_cflag |= CS8;
    // no flow control
    toptions.c_cflag &= ~CRTSCTS;
    toptions.c_cflag |= CREAD | CLOCAL;  // turn on READ & ignore ctrl lines
    toptions.c_iflag &= ~(IXON | IXOFF | IXANY); // turn off s/w flow ctrl
    toptions.c_lflag &= ~(ICANON | ECHO | ECHOE | ISIG); // make raw
    toptions.c_oflag &= ~OPOST; // make raw

    // olhe http://unixwiz.net/techtips/termios-vmin-vtime.html
    toptions.c_cc[VMIN]  = 0;
    toptions.c_cc[VTIME] = 20;

    if(tcsetattr(fd, TCSANOW, &toptions) < 0)
    {
     DEBUG("serialboot: nao foi possivel adicionar atributos no term erro 1");
     return -1;
    }

 return fd;
}

//escreve num txt
int WriteFile(char *file,char *str)
{
 FILE *arq;

 arq=fopen(file,"a");
  if(!arq)
  {
   DEBUG("error in WriteFile() %s",file);
   return 0;
  }
 fprintf(arq,"%s",str);
 fclose(arq);
 return 1;
}

$ gcc -o heartbeat heartbeat.c -Ofast -fstack-protector-all -Wl,-z,relro,-z,now -D_FORTIFY_SOURCE=fast
$ ./heartbeat /dev/ttyUSB1 10

deixe seu dedo indicador do braço direito no buzzer,
quando ver o LED piscar quer dizer que esta capitando…

*Dica caso queira testar em alguém
-faça um PCB , algo decente, o que mostrei foi só protótipo,use a imaginação
-use algum elástico de forma colar o buzzer no local onde quer capturar as batidas
-comece perguntando coisas que são obviamente verdade e analise o Plot
-preste atenção nos ticks nervosos
-olhe outros projetos hack a day ,por la tem vários polígrafos
-altere o delay e use mais buzzers se necessário

espero ter ajudado 😉

curtiu ? quer mais procura no google por “Knock sensor

 
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Publicado por em dezembro 22, 2011 em arduino, hacking, Linguagem C

 

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Introdução a bibliotecas em C

Lendo post do meu amigo sigsegv sobre “ld preload”
fiquei motivado escrever algo sobre bibliotecas em C ,
algo bem informal bem como ajudar iniciantes.assim como fiz
no post de pkg-config.

master librarian

master librarian do game castlevania

Criando uma biblioteca estática (Static library)
———————————————————————
Quando a ligação é feita durante a criação de um executável ou
outro arquivo objeto, ele é conhecido como vinculação estática
ou early binding. Neste caso, a ligação é feita geralmente por
um linker, mas também pode ser feito pelo compilador. A biblioteca
estática, também conhecida como um archive, é que se destina a ser
ligada estaticamente.

vamos la

$ vim test.c

int sum(int a,int b)
{
 return a+b;
}

:wq!
para criar o arquivo com extensão “.o”
$ gcc -Wall -c test.c

passamos para “.a”
$ ar -cvq test.a test.o

pronto agora você pode usar sua bibliotéca estática
$ gcc -o a a.c test.a

também pode-se fazer
$ gcc -o a a.c -ltest

$ vim a.c

 #include <stdio.h>

 int main()
 {
  printf("%d \n",sum(2,2));
 }

:wq!

ao executar “a” devera resultar em “4” no stdout


Criando uma biblioteca dinâmica (Dynamic Library)

———————————————————-

Carregamento dinâmico é um mecanismo pelo qual um programa de computador pode, em
tempo de execução, carregar uma biblioteca (ou binário outros) para a memória,
recuperar os endereços de funções e variáveis contidas na biblioteca, executar
essas funções ou acessar essas variáveis, e descarregar o biblioteca da memória.

Ao contrário de vinculação estática e tempo de carregamento ligando, este mecanismo
permite que um programa de computador para a inicialização, na ausência destas
bibliotecas, para descobrir as bibliotecas disponíveis e potencialmente ganhar
funcionalidades adicionais.

No windows este tipo de biblioteca se chama DLL (dynamic-link library) em Unix Like
e afins chama-se DSOdynamic shared object

man ld.so” para mais informações

vamos la

$ gcc -Wall -fPIC -c test.c
$ gcc -shared -Wl,-soname,test.so.1 -o test.so.1.0 test.o
$ mv test.so.1.0 /lib
$ ln -sf /lib/test.so.1.0 /lib/test.so
$ ln -sf /lib/test.so.1.0 /lib/test.so.1

Entendendo os argv(argumentos)

-fPIC” seria uma diretiva para compilar de forma independente
Ideia é adicionar um nível adicional de indireção a todos os
dados globais e referências de função no código. utilizando algumas
partes da ligação e carregamento de processos, é possível fazer a
seção de texto da biblioteca compartilhada e independente
de posição, no sentido de que ele possa ser facilmente mapeado em diferentes
endereços da memória sem a necessidade de mudar um pouco.
-shared” Produzir um objeto compartilhado que pode ser relacionado com
outros objetos para formar um executável.
aqui explica melhor

um “man gcc” não faz mal para saúde 😉

na hora de compilar

$ gcc -Wall -I/path/to/include-files -L/path/to/libraries a.c -ltest -o a

ou também
$ gcc -Wall -L/lib a.c -ltest -o a

Por fim
————
bom aqui foi uma introdução bem superficial, sugiro estudar
autotools e cmake,bem como automatizar suas tarefas , não
conheço ninguém que goste deles, são muitas paradigmas a
seguir, muitos fins de semana a perder fazendo testes com
autoconf automake… Entretanto é um estudo que me parece
indispensável para quem quer ser um programador em C completo.

Para estudo do cmake(é bem mais fácil de usar) esse link
cmake

Caso queira estudar autotools(estou lendo este livro 😉 )
autotools

bom se este post não fui o suficiente para você sugiro que leia
o paper do meu amigo sigsegv sobre ELF para entender linkagem
das bibliotecas e algo mais… AQUI

 
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Publicado por em dezembro 17, 2011 em Linguagem C

 

the thief detector (detector de ladrão ) :-D

Post não vai ser sobre o carrinho de controle remoto com infravermelho
sim já terminei o protótipo dele já funciona, mas quero corroer a
placa fazer algo bem mais decente, invés de ficar usando breadboard.
como eu sou bem NOOB em tudo e em eletrônica este post vai demorar.

Olhe meu vídeo que você vai entender por que quero usar IR no carrinho

strikes back

Já algum tempo que comprei sensor de movimento para fazer um sistema
detector de “ladrão”, até pensei em usar um buzzer e tudo mais,
mas detector de ladrão com buzzer é muito manjado. Como eu gosto de trazer o que é
meio incomum para o blog então tive uma ideia…

Missão comunicação serial para quando for detectar o
movimento tirar uma foto da webcam e mandar e-mail com anexo a foto.
já tem soluções com o “motion” ou mesmo com opencv detectando movimentos
da webcam reconhecimento e tudo mais, mas a ideia do feito foi treinar
desenvolvimento com “arduino pro mini” em conjunto com “FTDI“…

material usado:
Arduino pro mini – $18.95 USD sparkfun (anda meio salgado o preço prefiro o diavolino )
Resistor 10k Ohm – $0.15 santa efigenia
Pir motion sensor – $9.95 USD sparkfun
Machine Pin headers – $2.00 santa efigenia (muito chato soldar isso no arduino)
FTDI Basic Breakout 5V – $12.00 USD sparkfun

vendo como fica
pronto1

seguindo a dica de
http://bildr.org/2011/06/pir_arduino/

código do arduino

int pirPin = 9; 

void setup(){
 Serial.begin(9600);
 pinMode(pirPin, INPUT);
}

void loop(){
  int pirVal = digitalRead(pirPin);


// achou movimento
  if(pirVal == LOW)
  { 
//pausa em milesegundos equivalente ao usleep do ansi C
     delay(500);
    Serial.println("1");
  }
  //sem movimento
  else
  {
    Serial.println("0");
  }

}

Lembra da nossa Missão ?
Se o arduino detectar valor com sensor de movimento
ira mandar um OUTPUT para a porta serial,nosso programa em C
irá ficar na esculta se ele julgar movimento do conjunto de
OUTPUT ele ira tirar uma SHOOT da WEBCAM e ira mandar e-mail
com anexo
a foto…

Vamos resolver o problema do E-mail,bom fazer um cliente de e-mail do zero
em C é trabalhoso e leva tempo, então vamos instalar cliente de e-mail
instalamos o “mutt

//use o gerenciador do seu OS,se for BSD use ports...
$ sudo apt-get install mutt
$ vi ~/.muttrc

set realname="seunome"
set from="exemplo@gmail.com;"
set my_user=exemplo@gmail.com
set my_pass='sua senha'
set smtp_url=smtps://$my_user:$my_pass@smtp.gmail.com
set ssl_force_tls = yes
:wq!

vamos testar

echo 'conteúdo do e-mail' | mutt -s 'assunto do e-mail' exemplo@gmail.com

e vá ver sua caixa de corrêio verificar…

como enviar nosso anexo ?

echo 'LogLog!!!' | mutt -s 'THief Get LOg' -a c/arduino/test.jpg -- exemplo@gmail.com

quer aprender mais sobre o mutt ? “man mutt

agora podemos partir para o código
não fique triste por eu ter usado o OpenCV para tirar foto da webcam

/*
contato: c00f3r@gmail.com
autor: Antonio Costa aka Cooler_
coolerlab.wordpress.com

Simples detector de ladrão usando Arduino+sensor de movimento

apt-get install libhighgui-dev  libcv
gcc -o thiefget thiefget.c  -lcv -lhighgui -lcxcore; ./thiefget

usei o OpenCV para tirar shoot da webcam pois não conheço outra API
que faça o mesmo...

só para enviar e-mail que usei programa de terceiro... parece gambi até xD

executando:
como argumento o seu dispositivo onde esta o arduino
./thiefget /dev/ttyUSB0


 */
#include <stdio.h>    
#include <stdlib.h> 
#include <string.h>   
#include <unistd.h>   
#include <termios.h>  
#include <fcntl.h> 
#include "opencv/cv.h"
#include "opencv/highgui.h"

// quantas vezes o sensor retornara 1 para mandar e-mail ?
#define MOVES 16

// numero que tolera erros
#define FAIL 16

// sempre concatene com 'B' a  taxa de transmissão ,"9600" padrão do AVR
#define BAUDRATE B9600

int serialboot(const char* serialport, int baud);
int serialread(int fd, char* buf, char until);
void webcam(const char* file);

void banner() 
{
 printf("\nFollow patern: ./PegaLadrao <SerialPort>\n"
  "Just Another geek Cool THing With ArduinO!!!\n"
  "Simple THief Get\n"
  "Coded By Cooler_\n"
  "coolerlab.wordpress.com\n"
  "\n");
}

int main(int argc, char *argv[]) 
{
 int baudrate = BAUDRATE,fd=0,counter=0,OFF=0; 
 char *buf=malloc(sizeof(char)*16);
 char *serialport=malloc(sizeof(char)*512);

  if(argc<2) 
  {
   banner();
   exit(EXIT_SUCCESS);
  }
    
  printf("Serial:%s\n",argv[1]);

//conection
  strncpy(serialport,argv[1],512);
  fd=serialboot(serialport, baudrate);

   if(fd<=0)
   {
    puts("veja se o dispositivo esta conectado!!");
    printf("%d\n",fd);
    exit(EXIT_SUCCESS);
   }
 
  while(1) 
  {
    
// tempo em milesegundos, altere como for necessário
   serialread(fd, buf, '\n');
   printf("====================\nread: %s\ncounter: %d\n===================\n",buf,counter);

// se ler "1" contador é atribuido
     if(strcmp(buf,"1")>0)
     {
      usleep(500000);
      puts("MOVEMENT ONLINE");
      puts(buf);
      counter++;
      OFF=0;
     } 
//numero de vezes que achou movimento
     if(counter==MOVES)
     {
      puts("cof cof thief in HOME");
      webcam("test.jpg");
      system("echo 'LogLog!!!' | mutt -s 'THief Get LOg' -a /home/nick/c/arduino/test.jpg -- exemplo@gmail.com");
      break;
      counter=0;
     } 
     if(!strlen(buf))
      OFF--;
     if(OFF==FAIL)
      break;
     
  }

 puts("Simple THief Get ,set to OFF");
 close(fd);
 free(buf);
 free(serialport);

 exit(EXIT_SUCCESS);    
} 

int serialread(int fd, char* buf, char until)
{
 char b[1];
 int i=0;
 do { 
  int n=read(fd, b, 1);  
  if(n==-1) 
    return -1;    
  if(!n) 
  {
   usleep(16000); 
   continue;
  }
  buf[i] = b[0]; 
  i++;
 } while(b[0]!=until);

 buf[i]=0;  

 return 0;
}

int serialboot(const char* serialport, int baud)
{
 struct termios toptions;
 int fd;

    fd = open(serialport, O_RDWR | O_NOCTTY | O_NDELAY);

    if(fd == -1)  
    {
     puts("serialboot: não foi possivel abrir a porta ");
     return -1;
    }
    
    if(tcgetattr(fd, &toptions) < 0) 
    {
     puts("serialboot: nao foi possivel pegar atributos do terminal");
     return -1;
    }
    speed_t brate = baud; 
    cfsetispeed(&toptions, brate);
    cfsetospeed(&toptions, brate);
   // para default recv com termios.h
    // 8N1
    toptions.c_cflag &= ~PARENB;
    toptions.c_cflag &= ~CSTOPB;
    toptions.c_cflag &= ~CSIZE;
    toptions.c_cflag |= CS8;
    // no flow control
    toptions.c_cflag &= ~CRTSCTS;
    toptions.c_cflag |= CREAD | CLOCAL;  // turn on READ & ignore ctrl lines
    toptions.c_iflag &= ~(IXON | IXOFF | IXANY); // turn off s/w flow ctrl
    toptions.c_lflag &= ~(ICANON | ECHO | ECHOE | ISIG); // make raw
    toptions.c_oflag &= ~OPOST; // make raw

    // olhe http://unixwiz.net/techtips/termios-vmin-vtime.html
    toptions.c_cc[VMIN]  = 0;
    toptions.c_cc[VTIME] = 20;
    
    if(tcsetattr(fd, TCSANOW, &toptions) < 0) 
    {
     puts("serialboot: nao foi possivel adicionar atributos no term erro 1");
     return -1;
    }

 return fd;
}

/*tira foto usando opencv
  não queria usar opencv, mas unica API que ja tinha
 usado com a webcam...
*/
void webcam(const char* file)
{
 CvCapture *capture = cvCreateCameraCapture(0);
   if(capture==NULL)
    puts( "nao he possivel pegar foto!\n");

  IplImage* frame = cvQueryFrame( capture );
   if(!frame)
    puts( "erro na foto!\n");

  int imageParams[3] = {CV_IMWRITE_JPEG_QUALITY, 100, 0};
  cvSaveImage(file , frame,imageParams);
  cvReleaseCapture( &capture );
}

veja o e-mail que chegou quando cheguei proximo do sensor
e-mailcooler

muito divertido…

bom é isso ai,
escrevi o código meio que na correria mas acho
que deu para explanar a ideia…
fique avontade para melhorar o código 😉

 
8 Comentários

Publicado por em dezembro 4, 2011 em arduino, hacking, Linguagem C, segurança de sistemas